Header Ads

Especial - Maria João Abreu • 10 personagens marcantes em televisão

Maria João Abreu será sempre um dos nomes maiores da ficção portuguesa. Uma atriz versátil, que celebraria 38 anos de carreira em 2021 e que mostrou o seu talento no teatro, na televisão e no cinema. Ao longo do seu percurso profissional, a atriz interpretou algumas das personagens mais marcantes da nossa ficção. 

Nascida a 14 de abril de 1964, foi no dia 13 de maio de 2021 que faleceu de forma repentina e inesperada, deixando o meio artístico de luto. O Fantastic presta homenagem a Maria João Abreu, recordando dez das personagens mais marcantes que interpretou em televisão ao longo da sua carreira.


Lucinda em Médico de Família

Foi em 1998 que estreou na SIC um dos maiores sucessos de sempre da ficção nacional. Médico de Família acompanhava a história do viúvo Dr. Diogo Melo (Fernando Luís), que tinha de conjugar a sua vida profissional com a pessoal e os seus três filhos, contando com a ajuda da sua cunhada e da governanta que tinha em casa. Era precisamente este o papel de Maria João Abreu, que dava vida a Lucinda, um dos papéis mais mediáticos da sua carreira, uma mulher de pronúncia nortenha e língua, que trauteava o inesquecível “Ó troilaré, ó troilará”.


Guida em Bons Vizinhos

Estreada em 2002, a telenovela exibida pela TVI era protagonizada por Maria João Abreu, no papel de Guida, e José Raposo, como Júlio. A história passava-se numa bonita localidade junto ao rio Tejo denominada de Gaio-Rosário. A mesma tinha uma grande vista para a capital, Lisboa, e usufruía de boas paisagens para observação de várias espécies animais. Esta trama marcou o regresso do registo de comédia ao formato de telenovela.


Dulce em Aqui Não Há Quem Viva

A série de humor estreada pela SIC em 2006 foi adaptada por Teresa Guilherme, da série original transmitida em Espanha e girava à volta do dia-a-dia dos inquilinos de um prédio em Campo de Ourique, que tinham histórias de vida verdadeiramente confusas. João Costa (Nicolau Breyner) era o administrador do condomínio e a única coisa que fazia, em comum com a sua mulher, Dulce (Maria João Abreu) era convocar reuniões para tudo e mais alguma coisa.

Clara em Conta-me como Foi

Foi uma das caras das primeiras temporadas da série portuguesa, emitida pela RTP1 desde 2007. A atriz interpretou a personagem Clara, uma das amigas e vizinhas de Margarida (Rita Blanco), que vivia no mesmo bairro que a família de protagonistas. Conta-me como Foi foi adaptada da série de ficção espanhola Cuéntame cómo pasó, criada a partir da ideia original de Grupo Ganga Producciones e tinha como objectivo retratar o ambiente socioeconómico desde os finais da década de 1960.

 https://fotos.web.sapo.io/i/ofc110610/17084549_noZQW.jpeg

Mónica em Família Mata

Estreada em 2011 na SIC, A Família Mata foi uma sitcom que acompanhou a história de um clã liderado por Artur Mata (José Pedro Gomes), um "empresário aldrabão", proprietário da Armasa, que fazia o possível e o impossível para manter a sua família unida. Maria João Abreu interpretou a divertida Mónica Sousa, uma tia solteirona e ninfomaníaca.

Liza Minnelli em A Tua Cara Não me É Estranha

A atriz participou na primeira temporada de A Tua Cara Não me é Estranha, emitida pela TVI em 2012. No formato apresentado por Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha, Maria João Abreu não interpretou uma, mas várias personagens, neste caso, imitações de músicos conhecidos. O sucesso do programa de imitações junto do grande público fez com que a atriz pudesse brilhar ao imitar figuras tão distintas como Liza Minnelli, que lhe valeu o 2º lugar na primeira gala. Edith Piaf, Michael Jackson, Marisa Liz ou Tina Turner foram outras das personalidades interpretadas.

Cremilde em Mar Salgado

Em 2014, a SIC estreava uma das novelas portuguesas mais vistas dos últimos anos. Em Mar Salgado, Maria João Abreu era Cremilde, mãe de Tina (Inês Castel-Branco) e Patrícia (Joana Santos), que vende peixe na praça desde pequena.  O marido morreu no mar, há quase trinta anos, e Cremilde nunca mais tirou o luto. Era uma mulher de fibra, capaz de fazer frente a qualquer um. Foi uma das primeiras grandes personagens nas telenovelas da SIC.

Isabel em Paixão

Paixão estreou em 2017 na SIC e Maria João Abreu interpretou nesta novela uma das personagens mais fortes e dramáticas da sua carreira televisiva. Isabel era uma mulher deprimida, triste, sofrida, que há muito tempo perdeu a vontade de viver. Sofria há muitos anos devido ao desaparecimento da filha Sofia, ainda em criança. Dos quatro filhos, o seu preferido é Afonso e guarda uma grande mágoa por ele ter cortado laços com a família.

Maria do Céu em Golpe de Sorte

Golpe de Sorte foi não só uma viragem na forma de fazer ficção na SIC, mas também o responsável pelo grande papel da carreira de Maria João Abreu no pequeno ecrã. A atriz protagonizou a história, dando vida a Maria do Céu na série emitida entre 2019 e 2021. Simples, genuína e corajosa Maria do Céu era uma mulher de armas que coloca a família acima de tudo, em especial os seus dois filhos: Bruno e Telma. Orgulhosa das suas origens, Céu valorizava as coisas simples e passa a sua alegria a todos aqueles que a rodeiam. A vida de Céu transformou-se por completo quando ganhou 100 milhões de euros na lotaria. Uma história que apaixonou os portugueses ao longo de quatro temporadas. 


Palmira
em Patrões Fora

Foi um dos mais recentes papéis da atriz em televisão, onde dava vida a Palmira. Patrões Fora marcou o regresso do humor popular à televisão e Maria João Abreu interpretava uma mulher que nunca trabalhou, que vivia à conta da reforma do marido, mas sempre tinha tido a mania das grandezas (como o sobrinho). Palmira considerava-se superior a todos aqueles que a rodeiam e não perdia uma oportunidade para lançar o seu veneno e provocar conflitos onde quer que esteja, principalmente com a irmã mais velha, Odete (João Baião).

Sãozinha em A Serra

O derradeiro papel da carreira de Maria João Abreu aconteceu em A Serra, novela da SIC ainda em exibição. Nesta produção, a atriz era Sãozinha, a padeira da terra que trabalha na fábrica de burel e canta no rancho. Tem três filhos e faz tudo por eles, mas, em privado, também os põe na ordem. Foi deixada pelo marido e é pai e mãe. Gosta de se fazer de vítima e de coitadinha. Apesar de se fingir fraca é muito competitiva e acha que ninguém faz as coisas tão bem como ela. Uma personagem cuja história chegou ao fim mais cedo, mas que mais uma vez provou a versatilidade de uma atriz que vai deixar saudades junto do público.

Imagens: Direitos Reservados