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Saídos da Rádio | Benshee



 
Seja bem-vindo a mais uma edição do Saídos da Rádio, a rubrica do Fantastic onde damos a conhecer novos talentos da música portuguesa. Na entrevista desta semana, os Benshee são os nossos convidados.

Os Benshee são de Alenquer e surgiram em 2006, celebrando agora os dez anos de existência. Como é que tudo começou?
Tudo começou com a vontade de querer fazer música com amigos. Cansados de bandas de “covers” resolvemos dar continuidade a um projeto que supostamente seria um projeto meu a solo (Diogo Caramujo). Já existiam alguns temas gravados quando se resolveu formar uma banda. Mas resumindo, acho que os Benshee como qualquer outra banda, nasce da necessidade de transmitir algo, e foi isso, um grupo de amigos com a mesma paixão e algum tempo livre e algumas mensagens por passar. Passados 10 anos ainda por cá andamos embora a formação não seja a original.
    
Em 2009, lançam o EP “Waiting for the Lights”. Entre este projeto e o vosso novo álbum passaram quase sete anos. Durante este tempo, por onde andaram Os Benshee?
Os Benshee depois de lançar o EP em 2009 passaram por vários palcos um pouco por todo o País. Entramos em muitos concursos de bandas e ganhamos alguns deles, sendo que o mais relevante e o que nos deu mais alguma projeção na altura foi o “Rock Rendez Worten” no qual vencemos a categoria pop. Depois disso entraram em contacto várias editoras ou agencias, e decidimos arriscar com uma delas… as coisas não correram bem e a banda decidiu fazer uma paragem, não era aquele o caminho que queria-mos seguir e isso originou muitas discórdias entre a banda. Optamos por dar o projeto como terminado de forma a preservar a nossa amizade. Esse foi o principal motivo de não se ouvir falar no projeto durante algum tempo. Em 2014 voltamos com novo baterista e temos estado na sala de ensaio a compor o álbum de estreia.


Este ano surge, assim, o “There is World Outside That Door”, o vosso álbum de estreia que conta com dez temas de rock. O que podemos esperar deste disco? 
O "There’s a world outside that door” é algo que começou a ser feito muito antes de saber-mos que o estava-mos a fazer. Alguns temas já existem há bastante tempo embora se apresentem agora com uma cara completamente diferente. Podem esperar um trabalho muito honesto, sem truques. O álbum é filho de muita dedicação e de muito empenho por parte de todos e até de alguns amigos que sem eles não seria mesmo possível. portanto podem esperar algo com uma carga emocional forte, penso que é evidente o nosso esforço e dedicação em todos os temas. Foi um álbum feito de coragem e coração.

O álbum é, assumidamente, “muito mais rock do que pop”, um género que procuraram deixar para segundo plano. Porquê esta opção?
Quando dizemos que estamos mais rock do que pop, não quer dizer que o pop não esteja lá, estamos mais altos, com mais power. Como já disse em algumas entrevistas que nos fizeram, não foi uma mudança consciente, fomos fazendo e quando ouvimos o álbum todo notamos que as guitarras estavam mais presentes, com riff’s mais enérgicos, a nível rítmico houve também mudanças pois trocamos de baterista, e isso só por si já traz mudança. Outra razão é que…desde 2009 crescemos, as histórias que contamos hoje são diferentes, a carga emocional é outro pois temos todos mais experiências de vida e isso também muda muita a maneira de como fazemos as coisas, se quero transmitir revolta…o tema vai ficar mais agressivo. Penso que sejam estes alguns dos motivos da mudança.

O uso de sons electrónicos e os efeitos nas músicas – perto de uma “onda british” – são algumas das vertentes deste projeto. Como tem sido a reação do público ao novo trabalho?
Até agora e pelo feedback que chega até nós, as pessoas mostram-se surpreendidas, acho que não esperavam tanto de uma banda tão “pequena” que produziu praticamente o álbum em casa. Não existem temas de encher chouriços, está tudo o que devia de estar neste trabalho, nem mais nem menos. Ainda não começamos a tocar ao vivo, está para breve, e então ai teremos maior noção do que as pessoas acham do trabalho. mas tem sido muito positivo.


“When I’m Gone” é o vosso single de estreia. A escolha deste tema, entre os dez lançados, deveu-se a quê?
A escolha deste tema foi feita entre nós e a Farol Música, não só foi o tema que fez com que a Farol quisesse assinar com a banda, como é o tema que achamos que teria mais chances de “furar” nas rádios ou até de ser incluido numa novela. Poderia ter sido outro tema qualquer, achamos sinceramente que temos duas mãos cheias de singles neste álbum da primeira faixa à última. Foi esta a nossa escolha, e acho que escolhemos bem. 

O “There is World Outside That Door” foi lançado em formato digital. Acham que, atualmente, o formato físico começa a fazer menos sentido?
De forma alguma! Achamos que uma coisa complementa a outra. Através do formato digital conseguimos estar em todo o lado o que é uma grande vantagem, qualquer pessoa à distância de um clic compra o álbum ou simplesmente o pode ouvir. Mas para nós a magia do CD em formato físico é obrigatória…sentir o cheiro da embalagem, a textura, toda a parte gráfica que ajuda a transportar as pessoas para o nosso mundo. Achamos que ambos são importantes,e pensamos também naqueles que possam não ser tão dados à tecnologia.. porque sim, ainda existem essas pessoas e nós queremos chegar até elas.
     
O que podemos esperar dos Benshee nos próximos tempos?
Nos próximos tempos… dia 17 de Dezembro vamos estar a apresentar pela primeira vez os temas ao vivo no Teatro do Bairro em Lisboa. Será também o lançamento do álbum em formato físico. Em 2017 vamos ter mais novidades e mais datas a anunciar, este ano vamos apenas fazer o concerto de apresentação, e prometemos um grande concerto.

Saídos da Rádio - T3 | Edição 1
No de 2016
Entrevista: André Pereira
Agradecimentos: Farol Música

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