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Fantastic Entrevista - Joana Aguiar: "Adoro o desafio que é construir personagens diferentes e dar-lhes vida"

Foto: Direitos Reservados

Joana Aguiar tem apenas 22 anos mas já soma inúmeros trabalhos na Televisão e em Cinema. É licenciada em Gestão, mas depressa percebeu que a Representação era o caminho que desejava para si. Tem vindo, ao longo dos últimos projetos, a provar o seu talento e, neste momento, entra diariamente nos ecrãs dos telespectadores enquanto "Sandra" em Amor AmorO Fantastic esteve à conversa com a atriz para saber mais acerca do seu percurso e das suas perspetivas de futuro.

Apesar de a tua vida neste momento girar mais em torno da televisão, praticaste no passado vários desportos, nomeadamente ginástica, natação, judo, triatlo e atletismo. Que importância teve o desporto para o teu crescimento e que importância tem, neste momento, na tua vida?

Desde pequena que os meus pais promovem a prática de desporto na minha vida. Eles sempre praticaram exercício físico e esse gosto foi-nos naturalmente passado, sempre de forma positiva e saudável. Pratico desporto desde os 3 anos, com regularidade e, mesmo trabalhando de forma tão intensa, como acontece quando estou a gravar uma novela, esforço-me por não descurar a prática de desporto porque, para além de contribuir para o meu bem-estar físico, sempre foi algo muito importante, também para a minha saúde mental.

O teu início no mundo das telenovelas deu-se quando substituiste a tua irmã gémea em Mar Salgado aquando de um problema de saúde. Em que momento é que surgiu este interesse pelo mundo da televisão e quando é que sentiste que era esse o teu caminho?

Comecei desde cedo a fazer publicidade e, mais tarde, a participar em cursos e workshops de representação, onde descobri que era uma área de que gostava. Aos 16 anos, depois do episódio da minha irmã, posso dizer que tive a certeza absoluta que era isto que queria fazer para o resto da minha vida.

Foste investindo também em vários cursos e workshops ligados à representação e à moda. Consideras a formação uma componente fundamental no teu trabalho? Pretendes continuar a apostar na mesma?

Sim, sem dúvida. A formação é muito importante e dá-nos bases essenciais. Para mim é fundamental estar em constante aprendizagem e atualização, quer seja através de formações, filmes, livros, etc. Sempre que consigo, invisto em formações que considero importantes para o meu crescimento enquanto atriz.

Foto: Direitos Reservados
A par de todo o teu caminho pelo mundo da representação e da moda, tiraste também um curso de Gestão. Que papel pensas que esta licenciatura terá na tua vida no futuro?

Espero que não seja necessário utilizar o meu curso de Gestão e que ele possa ser sempre aquilo que tem sido até hoje, um backup plan (risos)! Neste momento, estou dedicada a 100% à representação. No entanto, formar-me em Gestão foi uma experiência que me enriqueceu e me ajudou a crescer não só a nível pessoal, mas também enquanto profissional.

Somas já vários trabalhos em televisão, nomeadamente integrando o elenco principal de Onde Está Elisa?, Nazaré e, mais recentemente, Amor Amor. O que é que te fascina neste mundo da representação?

Esta é uma pergunta complexa. Representar é sinónimo de liberdade. Adoro o desafio que é, em cada projeto, construir personagens diferentes e dar-lhes vida, de forma genuína. Gosto de me desconstruir para poder acrescentar algo novo à personagem, características e traços de personalidade que diferem dos meus e conferir-lhes credibilidade e, acima de tudo, passar emoções genuínas através delas.

Como é para ti o processo de construção de uma personagem? Tens mais dificuldade em criá-la ou a despedires-te dela?

São dois processos complexos e trabalhosos. Construir uma personagem é um processo que me dá muito gozo e penso que é o mais difícil quando se quer criar algo diferente. Despedir-me é sempre um processo um pouco doloroso, principalmente quando se vive intensamente uma personagem como esta a que estou a dar vida, neste momento. Sei que despedir-me da Sandra será, certamente, um processo difícil por ser uma personagem tão carismática e intensa.

Foto: Direitos Reservados
Amor Amor está a ser um projeto muito especial para o canal e para o público, com um lado muito musical que não é habitual nas telenovelas. Tendo tu uma personagem cantora, de que forma encaraste este desafio? O que é que tens retirado de melhor, a nível pessoal, de Amor Amor?

Este é, sem dúvida, um projeto muito especial para o público, para o canal e para toda a equipa que o integra. Sendo um projeto diferente daquilo a que estamos habituados a ver na televisão nacional é, com certeza, uma novela que vai marcar aqueles que a acompanham. Enquanto elenco, criámos uma ligação muito bonita e genuína entre todos, mas também com a história e com a música que a envolve. O interessante na minha personagem é que não vive somente da música. A Sandra é uma personagem complexa e intensa, o que a torna uma artista diferente.

A nível pessoal tem também sido muito enriquecedor. Não só porque tenho tido a oportunidade de conhecer pessoas que já admirava profissionalmente e que agora passo também a admirar a nível pessoal, mas também porque criei uma ótima relação com grande parte do elenco e equipa, sei que ganhei alguns amigos.

A “Sandra” é uma personagem com alguns momentos dramáticos. Como te preparaste para ela e como foste lidando com esta exigência? É fácil para ti representar as cenas mais emocionais?

O processo de criação de personagem foi fundamental para a construção da Sandra. Houve uma grande exigência durante todo esse processo, para que fosse possível criar densidade na personagem. Só assim se torna possível, diariamente, fazer cenas mais pesadas de uma forma consistente e sólida.

No cinema, contas também com alguns projetos, desde as curta-metragens A Secret of Sintra e Rafeiro, até às longas-metragens Leviano e O Fim da Inocência. Fazer mais cinema é uma ambição?

Sim, claro que sim. Gostava de poder integrar, brevemente, uma longa metragem. Adorei a experiência e, sem dúvida, que o meu trabalho e foco são nesse sentido, também.

Ainda não tivemos oportunidade de te ver nos palcos. É importante para ti, enquanto atriz, abrir os teus horizontes para o teatro?

Sim, gostava muito e acho que é um passo importante para qualquer ator.

Foto: Direitos Reservados

De que forma as experiências que viveste na tua carreira de atriz te têm ajudado a crescer a nível pessoal?

Existe uma comunhão entre o lado profissional e o lado pessoal que é inevitável. Da mesma forma que as experiências pessoais nos fazem crescer profissionalmente, também o lado profissional nos acrescenta muito, a nível pessoal. Desde cedo que sinto a responsabilidade de ter uma equipa que depende, também, do meu trabalho e, inevitavelmente, do meu profissionalismo e entrega ao que faço. Há uma ligação, evidente, entre estas duas vertentes.

Quais são as tuas maiores inspirações nacionais e internacionais?

A nível nacional, tenho a sorte já ter trabalhado com pessoas que admiro e que me fizeram crescer e ensinaram muito, como é o caso do Albano Jerónimo, Sandra Barata Belo e, recentemente, Maria João Bastos, Ricardo Pereira e Luísa Cruz. Sempre foram referências para mim e hoje em dia tenho o prazer de poder contracenar diariamente com eles e, se já admirava profissionalmente, passei também a admirar de forma pessoal.

Internacionalmente, admiro muitos atores. Samuel L.Jackson, Joaquin Phoenix ou Natalie Portman, são apenas alguns exemplos.

Se te voltássemos a entrevistar daqui a 10 anos, o que gostarias de estar a fazer nessa altura?

Gostaria de poder dizer que tenho uma carreira diversificada, e poder contar alguns dos desafios que me preencheram e me fizeram crescer profissional e pessoalmente. E, claro, contar—vos a minha experiência internacional, ao lado da minha irmã (adorava!).    

 Fantastic Entrevista - Joana Aguiar

Por Joana Sousa

julho de 2021