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Privatização da Agência Lusa será adiada


O Governo não deverá alienar a sua posição de 50,14% na Lusa, pelo menos em 2013, ano em que entra em vigor o novo contrato com a empresa, que irá durar até 2015, apurou o jornal Correio da Manhã. O programa do Governo dizia que "o Estado alienará a sua participação no capital [da Lusa] a operadores privados em momento oportuno", não especi-ficando, contudo, a data.

Na passa quarta-feira, e após a notícia do CM que adiantava que o Governo iria cortar o financiamento da agência em seis milhões de euros (cerca de 30%), o ministro Miguel Relvas reuniu com a comissão de trabalhadores da Lusa e confirmou os números. Assim, e em 2013, a agência deverá receber 13 milhões de euros, contra os mais de 19 milhões que encaixou este ano. Contudo, desses 13 milhões, cerca de três milhões são devolvidos ao Estado, através do pagamento do IVA.

Os trabalhadores, que na quarta reuniram em plenário, decidiram "rejeitar liminarmente qualquer redução arbitrária das verbas destinadas a compensar o contrato-programa do Estado com a Lusa", tendo solicitado reuniões, "com carácter de urgência", ao Presidente da República, Cavaco Silva, à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, aos ministros Paulo Portas e Vítor Gaspar, assim como à Comissão de Ética e aos grupos parlamentares. Além disso, foi solicitado aos sindicatos que representam os trabalhadores da Lusa a emissão de um pré-aviso de greve por tempo indeterminado. Na próxima semana, a 9 de Outubro, será decidida a data e a duração da greve.

 Para além do accionista Estado, a Lusa é detida ainda pela Controlinveste, de Joaquim Oliveira, que detém 23,4% da agência e a Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, 22,4%.