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Ana Leal reforça equipa de investigação do Correio da Manhã e CMTV

Um ano depois do anúncio da saída da redação de Informação da TVI, Ana Leal está de regresso à televisão. A jornalista é uma das novas caras da equipa de Investigação do Correio da Manhã e da CMTV, num desafio que promete trazer maior liberdade à antiga profissional da estação de Queluz de Baixo. 

A confirmação da contratação, depois de alguns rumores no final da semana passada, chegou no último sábado, dia 8 de maio, numa entrevista em que Ana Leal promete dedicar-se ao projeto “a 100 por cento” e onde revela que vai onde tiver de ir em busca da verdade dos factos.

As pessoas vão poder voltar a ver-me no meu registo habitual, que é fazer investigação em que não existem intocáveis, em que vamos onde tivermos de ir, e vamos sempre até ao fim. Doa a quem doer”, refere a jornalista em entrevista ao Correio da Manhã, a sua nova casa, onde em breve serão emitidas as suas reportagens, integradas num dos espaços com maior audiência dentro do canal da Cofina, o Investigação CM, emitido diariamente no canal de cabo.  É um projeto que vou abraçar a 100 por cento. O jornalismo deixou de ser o quarto poder para passar a ser o quarto do poder ou, como costumo dizer, o quarto dos políticos. Aqui, vai ser tudo diferente”, avança.

Carlos Rodrigues, Diretor-Executivo do Correio da Manhã e CMTV, também reagiu à contratação, revelando que o Investigação CM, espaço que Ana Leal vai integrar agora na antena da estação, vai continuar a ser uma das âncoras da emissão, reforçada agora com uma cara bem conhecida de todos os portugueses. São investigações jornalísticas corajosas, que incomodam poderes instalados e que se adequam perfeitamente ao ADN do projeto jornalístico do Correio da Manhã”, afiança o responsável pela tomada de decisões do canal, que tem subido as audiências em Portugal de forma gradual, conquistando cada vez mais, uma maior preferência do público.

Depois de vinte anos ao serviço da TVI, onde conduziu várias reportagens que vão desde o acompanhamento da tragédia do Meço que resultou numa grande investigação em torno da Praxe Académica, até Despertares, aclamada reportagem sobre uma nova esperança para os autistas em Portugal,  e um formato em nome próprio, Ana Leal deixou a estação numa decisão que foi dada a conhecer ao público através das redes sociais.  

Moro num livro envelhecido pelo tempo. Hoje abri esse livro. As imagens sucedem-se. São a minha existência. O que vi. O que senti. O que ninguém poderá contar por mim. Nomes. Lugares. Pessoas. Rostos. Expressões. Montanhas. Vales. Cores. Cheiros. Medo. Esperança. Memórias. O que nunca me conseguirão tirar porque fui eu que escrevi essas linhas. Hoje chorei. Amanhã será outro dia”, revelou na publicação feita em julho de 2020 no Facebook.