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Vale do Fim | Capítulo 33 (Parte 3)

 
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Capítulo 33 - O Exército dos Clones (Parte 3)

Sete meses depois da invasão da Assembleia das Nações Unidas
    O tempo passava e a Doença Negra ficava cada vez mais forte no organismo de George. Eram necessárias transfusões de sangue duas a três vezes por dia. Isso fez as suas conquistas também diminuírem um pouco. George não se poderia mostrar, de maneira alguma, fraco. Se o vissem completamente débil por causa da doença, as pessoas não o iriam mais temer. Isso não poderia acontecer, pelo menos até ter sob seu domínio todos os países do mundo. Aquele ritmo isso iria levar ainda alguns anos. A Doença não enfraquecia só a ele, enfraquecia também os seus híbridos. Ele retirava sangue várias vezes por dia, enfraquecendo-os. Aquilo não iria durar muito mais tempo, era algo que tinha de parar.
    Praguejava no seu sofá da base abandonada da Antártida, ele queria que tudo tivesse sido diferente, que não tivesse cedido aos caprichos do seu filho e tivesse morto Edgar na noite em que o levaram para a Área X. Podiam ter apanhado a doença na mesma, mas as probabilidades eram mínimas, mesmo bastante reduzidas. Naquele momento ele continuava a culpar Santiago pela doença, ele era o único culpado daquilo que estava a acontecer.
    Quando ele sentia comichão na cara e a pele saía, algumas lágrimas escorriam-lhe pelos olhos. Adam via aquilo e dirigia-se a ele. Abraçava-o e dizia-lhe para ele não ficar assim, ele iria ficar livre da doença, ele sabia que sim. George retribuía o abraço.
    Um dia, enquanto se aquecia à lareira e via as noticias sobre o que se passava no mundo, a emissão fora foi cortada. Estava na altura de mais um vídeo da Rebelião. George estava curioso, Santiago e os outros nunca mais tinham interrompido emissões para dizerem o que quer que fosse, tinha acontecido algo, ele tinha a certeza. Aumentou o volume do seu televisor e ouviu atentamente o que o seu filho tinha para dizer:
    - Cidadãos de todo o mundo! – Começou por dizer o homem nas mais diversas línguas. – Hoje é um dia importante para todos nós, é um dia que ficará na história! George anda a espalhar o terror e infetando vários inocentes com uma doença que não tem cura! Estamos a interromper o bloco informativo de todos os locais do mundo para anunciarmos em primeira mão que descobrimos algo e estamos a tentar produzir uma vacina para curar os infetados e para salvaguardar aqueles que não a têm! Não temos ainda a certeza se ela irá funcionar, mas em breve esta praga a qual chamamos Doença Negra poderá acabar! Em breve George e os seus híbridos não nos irão deixar doentes! Em breve iremos contra-atacar e aí, esta Grande Guerra que dura há sete meses terá um fim!
    Quando a transmissão de Santiago terminou, George pôs-se a pensar. Seria aquilo verdade ou apenas uma emboscada. Quereriam eles levá-lo até Vale do Fim para acabarem com ele? Depois de mais algumas deduções ele percebeu o que realmente se passava. A filha de Lígia. Era provavelmente essa a resposta à Doença. Santiago tinha sido esperto, provavelmente aquela menina que Lígia carregou no ventre era a solução ao problema. Foi aí que decidiu. Tinha de ir a Vale do Fim, ele precisava da cura. Além disso precisava que a Doença continuasse a existir para ele ser ainda mais temido. Ele tinha de se deslocar até Vale do Fim e roubar a criança, ele tinha de ser o único portador da cura. Assim todos iriam ser subordinados dele!
    Não perdeu tempo e começou a preparar a sua viagem a Vale do Fim. Temia que eles também estivessem precavidos caso ele fosse aparecer, mas ele tinha os híbridos, eles seriam capazes de alguma vez vence-los a todos?
    Olhou para Adam e pediu que ele fosse até ele. Sentou o rapazito ao seu colo e apontou para o quadro que estava na sala.
    - Estás a ver aquele quadro? Se eu não voltar, e ouvires nas noticias a dizer que morri, por favor, abre o cofre que está por trás. A combinação estará na minha mesa de cabeceira. Mas promete-me uma coisa Adam, abrirás aquele cofre quando tiveres realmente a certeza de que morri! Não antes, não no dia em que os jornais disserem que a Guerra acabou, que eu fui morto! Apenas dias após isso acontecer e eu não aparecer.
    O beiço que o rapaz fez era compreensível. Ele estava prestes a ficar sozinho mais uma vez, e naquele momento poderia ficar sem ninguém para sempre. George sabia que não o podia levar, sabia que ele tinha de ficar ali, sabia da sua importância.
    George e Adam foram-se deitar. Naquela noite o velho não dormira, apenas elaborava o plano para ser bem-sucedido em Vale do Fim.











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