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Vale do Fim | Capítulo 33 (Parte 2)

 
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Capítulo 33 - O Exército dos Clones (Parte 2)

Quatro meses depois da invasão da Assembleia das Nações Unidas

Depois do incidente em Paris, o medo acabou por assolar todo o mundo. A morte dos cinco agentes da autoridade tinha despoletado um pavor enorme sobre os híbridos. Não existia outro assunto no mundo se não a crise global que assolou o planeta após a invasão das Nações Unidas há quatro meses atrás.
O que acontecera em Paris fez George aguardar um pouco antes de realizar um novo ataque. Ele acabou por acontecer um mês depois da capital francesa. George escolhera outro ponto de extrema importância para o mundo, a sede da União Europeia em Bruxelas, Bélgica. Daquela vez não houvera qualquer tipo de força policial para os travar e os híbridos acabaram por tomar bastante facilmente o coração da Europa moderna.
Os dias iam passando e cada dia que passava o mundo ficava cada vez mais aos seus pés. Ás vezes ouvia os membros da Rebelião a falar. Por vezes sentia pena do seu filho, ele dava esperança a todos os habitantes do mundo, dizia que ia tentar de tudo para acabar com o domínio dele, mas até ali, quatro meses depois, nunca tinha passado de palavras. George deduzia que provavelmente o objetivo de Santiago seria atacar a sala de controlo na Área X. Ele já o tinha feito uma vez, provavelmente iria tentar uma segunda. Daquela vez ele estava preparado. Centenas e centenas de híbridos estavam à sua espera caso ele quisesse fazê-lo.
Chegou a Londres quando o sol se pôs. O seu objetivo era atacar e ocupar o Big Ben, o principal símbolo da cidade inglesa. Daquela vez não iria ter a vida tão facilitada. A Rainha tinha contratado mais homens e equipou-os com algo semelhante a armaduras. George não esperava isso quando enviou um grupo de híbridos inicialmente. Ele conseguiu observar que esses cinco rapazes acabaram por ser agarrados pelos seguranças. O velho viu os homens pegarem num dos híbridos enquanto os outros os pontapeavam, mas sem sucesso, os guardas tinham levado um dos seus para algum sítio. Ele não se preocupara muito com essa situação, sabia que todos os seus híbridos tinham um chip, sabia que bastava uma aplicação no seu smartphone para saber para onde o tinham levado. Por isso mesmo ordenou que cem híbridos corressem para os guardas que ficaram a vigiar o grande monumento quando levaram o hibrido.
Quando os cem híbridos atacaram, nem as armaduras dos novos guardas conseguiram salvar os homens. A força conjunta daqueles rapazes fizera-os cair com o menor dos esforços. Nesse momento George sorriu, depois de ficar um tempo reticente quanto à inovação da Rainha ser como um espinho numa rosa. Felizmente aquilo não tinha passado de um pequeno susto, os híbridos eram mais fortes que qualquer mecanismo novo que aparecesse com o intuito de defesa dos territórios.
O Big Ben foi tomado durante a madrugada. Como sempre George infetara alguns seguranças com a Doença Negra e deixara alguns Híbridos a tomar conta do monumento. Daquela vez não deixara poucos, eram necessários muitos, mais de meia centena, para que não perdesse aquela parte do território. George imaginava aquelas conquistas como aquelas que ocorriam na Idade Média, em que os países descobriam novos mundos e conquistavam-nos, tornando aqueles pedaços de terra em colónias. George não lhes dava direitos tal como esses países não davam quase nenhuns. A escravidão não existia, mas o medo esse estava bem presente, fazendo-os dobrar-se perante ele.
Com um dos seus objetivos completados, George passou para o segundo, resgatar os cinco híbridos que os guardas tinham levado. Abriu a localização e percebeu que ele estava na periferia da cidade, numa aldeia com menos população. Isso fazia sentido, eles provavelmente iriam estudá-los. Ele conhecia bem as pessoas, sabia que elas eram seres muito curiosos, não iriam descansar enquanto não soubessem a fonte de tanto poder.
Por estar relativamente perto da Área X, George achou por bem ir buscar alguns reforços. Muitos dos híbridos levados para a missão Big Ben tinham sido deixados no local por precaução, ele precisava de força para combater a segurança que ia encontrar quando fosse buscar o que os guardas especiais da Rainha lhe tinham roubado. Levou com ele mais cinquenta híbridos, fazendo uma centena.
Rumou até ao local apresentado pelo GPS e surpreendeu-se quando chegou. Eles tinham-no levado para uma cidade fantasma, uma cidade criada pelo GDC. Isso tinha-o deixado bastante surpreso. Quando viu qual era a moradia onde se encontrava a localização deles, George ordenou aos híbridos que arrombassem a porta e ele entrou com todos eles. Foi aí que viu Robert, um dos primeiros homens que deixara a Área X, haviam passados sete anos. Ele nunca mais tinha ouvido falar dele, provavelmente naquela altura trabalharia para um organismo secreto do estado. Vê-lo, despoletou uma raiva enorme a George. Aquele homem que estava ali à sua frente saíra do GDC e acabara a capturar o seu principal trunfo, a estudá-lo para dar informações aos governos, a fim de acabar com as suas conquistas.
Ao verem os seus homónimos presos os híbridos ficaram furiosos também. Acabaram por se descontrolar e agredir violentamente todos aqueles que estavam à sua volta. Daquela vez George não ficou com medo, soltou até um pequeno sorriso quando viu o traidor cair no chão inconsciente enquanto os híbridos o pontapeavam. Quando obteve os híbridos de volta saiu do local com o objetivo cumprido. Era altura de voltar para a Antártida, para perto de Adam. Era altura de se preparar para novas conquistas.

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