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Vale do Fim | Capítulo 30 (Parte 2)

 
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Capítulo 30 - Invasão! (Parte 2)

Peter guardava os portões do Palácio de Buckingham. Era um grande dia, o Primeiro-Ministro iria visitar a família real para comemorar a chegada de mais um Príncipe dali a cinco meses. A agitação que se fazia sentir na zona era muito maior que num dia normal. Estações de televisão de todo o mundo estavam ali representadas e a curiosidade de todos os que ali habitavam e também alguns turistas, formavam o acumular de uma grande multidão que se comportava perante os olhares atentos de uma fileira de seguranças que protegiam o perímetro de segurança.
    A população presente ficou eufórica quando viu o carro do Primeiro-Ministro se aproximar do enorme portão por onde iria passar. Era um homem muito apoiado pelos seus eleitores, muitos diziam que o país nunca tinha tido um governante como aquele em todo o seu tempo de monarquia parlamentar. Peter também o admirava. Achava-o um homem de ideias promissoras, que poderiam tornar Inglaterra numa das maiores potencias mundiais. O Império Britânico fora em tempos o maior império mundial, durante um século fora a maior potência do mundo. Após a Segunda Grande Guerra tudo isso passou a ser história. As Guerras que envolveram o mundo tinham decorrido principalmente no continente europeu, aquele que um dia fora o continente que conquistara o mundo estava, em mil novecentos e quarenta e cinco, tão frágil que poderia ser ele o conquistado. Estava na altura de Inglaterra recuperar o fôlego de séculos passados e Peter e os outros habitantes sabiam que este era o homem certo, o homem que poderia mudar o futuro da Ilha Gigante da Europa. Ele não iria conquistar países do mundo, isso fazia parte da historia, mas ia moldar um mudo novo, com o futuro, com tecnologias que sem duvida iriam despertar a curiosidade de todos. Muito ainda não tinham conhecimento das invenções que as equipas ligadas à tecnologia com quem o Primeiro-Ministro mantinha contato, mas Peter tinha, ele era segurança do Palácio, às vezes era ele que guardava a porta da sala onde a família real tinha as principais reuniões com os ministros e convidados da Rainha!
     O carro do Primeiro-Ministro entrou e os portões fecharam-se. Algumas pessoas dispersaram deixando praticamente os repórteres. Peter esboçou um sorriso, tudo estava a correr bem e dali a poucos minutos iria para casa, festejar o seu primeiro ano de casamento com a sua esposa. Tinha tirado folga, mas era um evento especial, tinha de estar presente, todos os seguranças tinham de estar presentes para que tudo corresse bem, não podiam existir falhas, Peter sabia disso. Não lhe tinha custado trabalhar naquele dia, era importante e ele sentiu-se bem em ajudar.
    Um estridente som fez-se ouvir e muitas das pessoas levaram as mãos aos ouvidos. Peter olhou para o céu e viu um objeto estranho. Não era um avião, pelo menos da forma que ele conhecia. O objeto parou tempo suficiente para que ele o pudesse vislumbrar, era algo esplendoroso, mas o medo do desconhecido era mais forte. As câmaras dos repórteres centraram-se para o objeto voador, sendo assim a chegada do ministro abafada, aquilo era algo mais importante algo nunca antes visto.
    O objeto desapareceu tão rápido como surgiu no céu, mas o seu barulho era tão forte que se ouviu mesmo depois dele desaparecer. No seu rádio de segurança recebeu a mensagem de que o objeto pousara nos jardins junto ao palácio, deitando ao chão algumas árvores, mesmo assim não ferira ninguém. Os seguranças que se encontravam perto do objeto davam informações aos outros sobre o que poderia ser aquilo, mas quando a porta se abriu e saiu de lá mais de uma centena de rapazes completamente iguais.
    - Perigo! Perigo! Saíram do objeto dezenas de jovens, todos eles pareciam idênticos! Repito! Perigo! Perigo! Estejam atentos, eles podem querer invadir o Palácio!
    Aquela mensagem do seu colega deixou Peter e os restantes seguranças que guardavam os portões do Palácio em vigia. Para que quereria um grupo de jovens invadir o Palácio de Buckingham? Era mais nisso que ele pensava ao ouvir aquela mensagem do seu colega.
Não tardou muito a ver os jovens a correr em direção aos portões, em direção a si! Eles eram todos exatamente, não eram apenas as roupas, mas as suas caras também. Isso fez confusão a Peter, como podiam existir cem pessoas exatamente iguais? Isso era algo impossível.
    Os rapazes corriam tanto que era impossível segurá-los. O portão acabou por ceder à força deles e eles entraram no Palácio. Peter ficou assustado, os portões eram fortes, como conseguiram eles deitá-lo abaixo em pouco mais de um minuto. Talvez a união fizesse a força, mas naquele momento ele pensou se cem comuns mortais tentassem a proeza se iriam conseguir! Eles não pareciam normais, eles não o eram!
    - Precisamos de ajuda aqui dentro! Os rapazes estão a invadir todas as salas do Palácio e vão chegar à sala onde se encontra o Primeiro-Ministro e a Família Real! Precisamos de todas as forças de segurança aqui!
    Peter correu para dentro do Palácio assim como quase todos os seguranças que ali se encontravam. Enquanto entrava ouvia as sirenes, a policia também estava a chegar, aqueles rapazes iriam ser levados à justiça! Fossem eles quem fossem ou mesmo o que fossem.
    A equipa de segurança conhecia bem todos os cantos do palácio por isso Peter correra para a sala onde iria decorrer a conferencia de imprensa entre o Primeiro-Ministro e a Família Real. Enquanto corria contemplava os rapazes. Cada um ficava numa porta do Palácio enquanto os outros continuavam a caminhar como se soubessem e conhecessem o Palácio ao pormenor. Isso fazia o jovem segurança sentir-se confuso, como jovens de dezasseis anos tinham conhecimentos tão profundos do Palácio para realizarem uma invasão bem conseguida.
    Quando finalmente chegou à porta onde as figuras centrais do Estado se encontravam, um grupo de jovens cercava o Primeiro-Ministro que se encontrava com um computador portátil à sua frente que um dos jovens estava a tocar.
    - Deixem esse computador! – Gritou Peter para os rapazes, mas sem sucesso, eles não obedeciam. Simplesmente pareciam nem ter ouvido nada do que ele disse. Um deles dirigiu-se para perto deles e ficou frente a frente a Peter.
    - Não vale a pena falar com eles, eles não atendem a nenhuma voz a não ser a do homem que os controla. Eles são parte do Projeto Hibrido! – Declarou o Primeiro-Ministro, para espanto de Peter e das restantes pessoas da sala.
    - Como sabes isso? – Questionou o príncipe.
    - Porque eu pertenci ao GDC, tinha conhecimento deste Projeto, temo que George esteja a colocar o seu plano em prática.
    - E que plano é esse? – Perguntou Peter.
    O clone do hibrido largou o computador e todos se chegaram até ao computador para ver o que estava a acontecer. Peter nunca tinha estado lá, mas conhecia bem aquele local, ele sabia que era a Sala de Conferencias da Assembleia Geral das Nações Unidas.
    - Está a começar, o George está a ficar completamente louco, completamente desesperado! – Dizia o Primeiro-Ministro a olhar para o computador.
    - E o que achas que está a acontecer neste momento em Nova Iorque? – Questionou a Rainha.
    - Não tenho ideia! Não vou à sede do GDC há muito tempo, o George apenas me dava indicações de novas tecnologias através de e-mail, para que eu fosse o porta-voz das novas inovações, não estou a par do que possa estar a acontecer.
    Os clones aumentaram o som do computador quando George começou a falar. Peter e as restantes pessoas que se encontravam presentes naquela sala estavam com os olhos postos no monitor, queriam saber a razão de tudo o que estava a acontecer. Queriam saber tudo!

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