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Segunda Opinião | A Capella


A Capella é o nome da nova aposta da RTP1 para as noites de sábado. O objetivo é encontrar o melhor grupo de canto a capella, em Portugal. Rui Massena conduz o programa e é o maestro de uma orquestra que promete animar os serões da estação pública.

A primeira emissão de A Capella resumiu-se à apresentação dos oito grupos finalistas, escolhidos pelo maestro Rui Massena. Com uma duração aproximada de uma hora, a estreia de A Capella tentou fugir às típicas apresentações de outros talent-show, que por norma começam com os castings. Aqui, os jurados não marcaram presença e a competição ainda não começou. O episódio de estreia serviu, então, simplesmente para conhecer os grupos a concurso. Uma opção diferente, mas que trouxe uma pequena falta de ritmo ao formato.

Ainda assim, a estreia de A Capella contou com uma edição de vídeo bastante bem conseguida. A montagem conseguiu compensar a suposta falta de ritmo, mostrando os grupos a atuarem nas respetivas terras, com Rui Massena a deslocar-se a cada uma delas. A edição de som, que melhorou bastante as interpretações exteriores, trouxe ainda a ideia de videoclip constante a cada uma das oito atuações.

Os grupos escolhidos pelo maestro são também bastante diferentes e equilibrados, como é o caso do grupo de cante alentejano um grupo de estudantes de economia. A ideia de trazer grupos a capella para a televisão portuguesa é também de louvar, uma vez que os resultados obtidos podem resultar em versões bastante interessantes de músicas conhecidas e este é um género de formato que tem sido quase descartado em Portugal nos últimos tempos.

Depois de uma primeira emissão passada na rua, a segunda semana contará com a primeira gala em estúdio. Espera-se que Rui Massena esteja à altura do desafio – na estreia mostrou, mais uma vez, o seu à vontade com as câmaras – e que os jurados surpreendam nas suas apreciações. Simone de Oliveira, Paula Oliveira e Júlio Isidro forma o painel que avalia as prestações.

O facto de as galas sem em diferido e não em direto poderá não ser negativo ou decisivo para o sucesso ou insucesso do programa. Na verdade, cada vez mais, os portugueses parecem preferir programas com ritmo e inovadores, independentemente se é transmitido em direto ou não. Basta olhar para os resultados de programas como o The Voice ou Got Talent Portugal, que acabam por cair durante as galas.

Na emissão de estreia, o formato fechou em 3º lugar, com uma audiência próxima dos 400 mil espetadores em média. É expectável que as próximas emissões mantenham estes resultados, uma vez que A Capella não é uma grande produção da RTP, nem teve grande promoção antes da estreia. Ainda assim, trata-se de um formato interessante e diferenciador, que promete dar voz a grupos até agora desconhecidos dos portugueses.

 Segunda Opinião -  93ª Edição
Uma rubrica em parceria com o
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