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Vale do Fim | Capítulo 35 (Parte 1)

 
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Capítulo 35 (Parte 1) - A Partida

Luna agarrava a mão de Adão e levava-o em direção à floresta. Ele perguntava-lhe repetidamente para onde ela o queria levar. Ele chegou a dar a ideia de que ela dissesse o local que ele lhe pegaria ao colo e a levava em segundos até lá. A rapariga nem respondeu e continuou o seu destino, de mão dada a ele, uns passos à frente dele.
- Não seria surpresa se te dissesse! Não teria o mesmo significado se soubesses onde te quero levar! – Respondeu a rapariga por fim, provavelmente um pouco cansada de o ouvir a proferir as mesmas questões. Mesmo assim o sorriso no seu rosto nunca desaparecera.
A floresta parecia toda idêntica a Luna, nem parecia que ela assistia os treinos de Miguel e Adão no meio daquele conjunto de árvores idênticas. Parecia ter andado às voltas aquele tempo todo. Foi então que viu a estrada, e aí percebeu que estava perto.
A lua cheia, juntamente com a sua lanterna davam-lhe a claridade necessária para perceber que estavam a chegar. Que estavam a chegar ao local onde queria estar com Miguel. Uns passos depois e encontravam-se na ponte. Fora o local que tivera o primeiro contato com Adão, qual seria o melhor lugar para uma despedida que o local em que se conheceram.
- Olha para o rio! – Disse a rapariga apontando para a água. – O reflexo da lua na água é algo esplêndido. Gosto muito de às vezes vir aqui e deslumbrar-me com esta vista, embora nunca decore o caminho na floresta e todas as vezes que aqui me desloco me perca. – Luna riu-se de si mesma.
- É realmente algo magnifico de se ver. – Acabou Adão por dizer. Parecia igualmente maravilhado com tudo aquilo.
- Acreditas que eu nunca trouxe o Miguel aqui?! – Disse a rapariga um pouco depois.
Adão olhou para ela surpreendido. E era algo que deveria surpreender muita gente. As pessoas gostavam de levar as pessoas de quem gostavam aos lugares que as faziam sentir especiais. Até àquele momento Luna não conseguia levar o seu namorado ali porque aquele lugar era especial para ela, mas a fazia apenas pensar numa coisa.
- Eu nunca o trouxe até aqui, para ver o luar comigo porque este sitio só me faz pensar em ti! Este lugar é meu e teu, nunca me iria sentir bem em colocar o Miguel entre nós dois.
Adão olhou para ela, ficou um pouco atrapalhado, e, mesmo com a pouca iluminação, Luna percebeu que ele ficara tão vermelho como um tomate. Se ela fosse tão branca com ele provavelmente estaria assim também. Agarrou novamente a mão dele e começou a descer a parte mais ingreme daquela pequena depressão montanhosa. Mesmo quase a terminar a descida escorregou. Adão pressentiu no momento certo e deslocou-se rapidamente, acabando por a agarrar. Olharam-se nos olhos mais uma vez. Quando iam voltar a encostar os lábios, Adão pousou-a no chão. Ela sabia que ele estava tão reticente como ela, Miguel era o único rapaz da sua idade com quem mantinha contato, se ele lhe deixasse de falar, com quem poderia trocar experiências?
- Amanhã a esta hora provavelmente já não estarás cá! – Disse Luna quebrando o silêncio, depois de um momento em que os dois juntos olhavam para o reflexo da lua no rio.  – Amanhã a esta hora provavelmente tu e os outros dois homens em quem o Santiago está a depositar uma grande confiança, mesmo sem os conhecer pessoalmente, deverão estar longe, provavelmente a delinear o plano para salvar o mundo dos híbridos controlados. E eu estarei aqui, a torcer para que tudo corra bem tanto aqui como lá e para que aqui nenhum de nós morra no confronto com o George!
- O meu pai e o Santiago nunca vão deixar que algum de vocês morra! – Disse Adão convicto nas suas palavras.
- Eu não sei se consigo compartilhar tanto a tua confiança! Em todas as historias que ouvi, o George sempre teve tudo sob controlo. Ele mesmo ficando sem a tua mãe e o Projeto CM, ele arranjou forma de ter o Hibrido, de te ter a ti. Se recuares no tempo, e pensares em toda a história do teu pai e da tua mãe, do Edgar, do Joel e da Lígia, tu irás perceber que ele engendrou algo que era impossível dar errado. Os teus clones! Ele sabia que tu sozinho não irias dar-lhe tudo o que ele queria, ele criou-os à tua imagem para dominar o mundo! Só uma mente de um louco tinha uma ideia dessas, mas ele conseguiu trabalha-la e nenhum dos que lá estavam o conseguiram parar! – Declarou a rapariga. – Eu tenho medo, sabes? Tenho medo do que possa acontecer daqui a dois dias. Ele vai trazer um monte de híbridos, como os vamos vencer? Ele vai levar a Maria, ele vai ter mais um trunfo, a cura da doença e, mesmo não sabendo ainda como criar a vacina ele de certeza que vai conseguir. Ele pode muito bem raptar o Santiago, ou raptar-nos a nós todos e…
Luna não conseguiu terminar o seu raciocínio, Adão abraçou-a novamente naquele dia. Um abraço tão forte como aquele que lhe deu quando viu a sua mãe bem de saúde. Depois disso os seus lábios voltaram a tocar-se, ambos queriam aquilo e daquela vez nenhum sentimento de culpa parecia estar a apoderar-se de qualquer um dos dois. O sentimento que sentiam um pelo outro era sem dúvida mais forte que qualquer ressentimento que poderiam vir a ter mais tarde. Os beijos na boca passaram a caricias no pescoço e, quando Adão tirou a sua t-shir, no peito dele. Luna tirou o vestido pouco depois fazendo o rapaz ficar novamente corado.
- Se este pode ser o nosso último encontro, eu quero que saibas que eu gosto de ti, gosto de ti de todas as formas possíveis que se possam expressar! Gosto de ti e tu nunca sairás do meu pensamento nem hoje nem no dia em que eu der o meu último suspiro. Tu estarás sempre no meu coração… meu Anjo da Guarda.
Ao ouvir aquilo Adão voltou a beijá-la ainda com mais intensidade que anteriormente. Estava completamente excitado e ela percebeu isso. Os beijos deram lugar a uma outra coisa, a uma nova experiência que durara apenas alguns segundos. O rapaz não aguentara praticamente tempo nenhum, entrando em êxtase logo de seguida. A rapariga soltou um sorriso e pediu que ele se deitasse ao lado dela, ela queria que ficassem ali os dois, completamente interligados, junto ao rio onde ele a salvara.


Vale do Fim | Capítulo 35 (Parte 1) Reviewed by Fantastic on 19:00:00 Rating: 5

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