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Vale do Fim | Capítulo 32 (Parte 1)

 
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Capítulo 32 - Maria (Parte 1)

  Passaram quatro meses desde a invasão de George. A primeira de muitas. O homem mostrava-se imparável nas suas conquistas, deixando a sua marca em todos os sítios onde passava, deixando clones a comandar todas as áreas a que ia. Adão acordara com a noticia de que durante a madrugada ele conquistara o Big Ben, um dos pontos turísticos mais simbólicos de Londres. O mundo estava cada vez mais nas mãos de George com a ajuda dos clones que eram feitos à imagem de um hibrido que não tinha culpa daquilo que estava a acontecer. No fundo, Adão sentia-se culpado. Se não fosse ele, não existiam aqueles clones. Para eles existirem, o cientista tinha-lhe tirado células tronco, células essas que não existiriam se ele não existisse também.
    - Anda, ou estás com medo? – Dizia Miguel que o vira parar de repente, no meio de um pequeno combate que faziam.
    Miguel era agora um dos seus melhores amigos. Ele e Luna, que se encontrava sentada em cima de uma pedra enquanto os via treinar para o confronto com os clones híbridos. Eles eram a sua principal companhia naquele momento.
    Quatro meses se haviam passado desde que Adão chegara a Vale do Fim. Apenas há quatro meses descobrira o significado de felicidade. Até chegar à aldeia, a sua companhia limitava-se a Edgar, Santiago e por vezes Lígia e Joel. Ali tinha o aconchego dos seus pais. Alina estava melhor que nos dias em que chegara pela primeira vez e isso fazia-o sorrir.
Tudo o que ele queria era que aqueles momentos não fossem estragados pela guerra que George estava a fazer no mundo. Adão sabia que mais cedo ou mais tarde George viria até Portugal, provavelmente iria visitar Vale do Fim para destruir aqueles que o traíram. Adão não o traíra, mas só lhe seria útil se ele quisesse voltar a fazer mais clones, talvez por essa razão fosse poupado, mas os restantes, esses ele iria matar e rir-se depois de o fazer, disso o jovem tinha a certeza.
- Que tens hoje? Vais ficar aí parado enquanto eu te dou uma tareia? Se fosse um clone teu tu não podias dar-lhe a vantagem que me estás a dar! Tens de te concentrar. – Voltou Miguel a falar, dirigindo-se até ele rapidamente de pulso erguido.
Os seus rápidos reflexos fizeram com que conseguisse agarrar o braço do seu amigo, o que o fez Miguel sorrir. Ele sorriu também e Luna levantou-se da pedra onde estava e bateu palmas olhando para os dois. Eles olharam para ela um pouco desengonçados, talvez não estivessem à espera daquela atitude da rapariga.
Adão começava a conhecê-los e percebia que Luna estava um pouco estranha. Às vezes parecia distanciar-se um pouco dele, e ele não entendia o porquê. Depois de bater as palmas aos dois, ela dirigiu-se até eles. Beijou o hibrido na face e Miguel nos lábios. Estava a despedir-se.
- Não queres que vá contigo? – Perguntou Miguel. Ele gostava sempre de acompanhar a namorada para onde quer que ela fosse.
- Não, eu irei para casa, vocês têm de treinar e eu não estou aqui a fazer muito, irei para casa ver se o Santiago precisa de ajuda agora que a bebé está quase a nascer.
- Está bem! Se vires a minha mãe diz-lhe para não contar comigo para o jantar. – Concluiu Miguel antes de Luna seguir o seu caminho.
Joana e Raul estavam em Vale do Fim haviam passado dois meses. Tinham regressado de África devido ao estado de saúde do antigo padre. Mesmo assim, Miguel preferia passar a maior parte das noites com Artur e a sua família. Naquele momento eles eram para ele a sua família. Joana também era, ela sempre dera tudo por ele, mas ele ainda estava um pouco magoado com ela por ter ido para África. Ela tinha dito a ele para ir, mas ele era criança, não queria deixar Portugal, e Joana também achava que ali o seu futuro podia ser melhor. Infelizmente isso criara uma distância entre eles, pelo menos para Miguel. Ele confidenciava tudo com Adão, no fundo eles não eram assim tão diferentes, no fundo Miguel também era um hibrido. Eles compreendiam-se um ao outro.
Continuaram a treinar. Eram os dois incansáveis na sua jornada, no seu treino. Eles sabiam o que estava em causa. Haviam-se passado vários meses desde que George declarara guerra a todos os estados do mundo, ele não ia demorar muito mais tempo a procurar Santiago, Adão e os restantes membros da Rebelião. A Rebelião estava a ganhar cada vez mais adeptos. Todos os dias, Adão, lia os vários e-mails que Santiago recebia numa conta que tinha criado propositadamente para que os civis se sentissem apoiados no meio do caos que se encontrava em cada esquina. Embora muitos se tratassem de pedidos de ajuda de pessoas que diariamente se deparavam com clones a saquearem lojas, a agredirem pessoas ou até mesmo a correr a uma velocidade impensável, alguns perguntavam como se poderiam alistar na Rebelião. Queriam ajudar, queriam um dia poder dizer à geração seguinte que tinham ajudado a derrotar quem um dia ameaçou uma comunidade tão grande.
Tiveram de parar o treino quando os telemóveis de ambos começaram a tocar. Artur telefonava para Miguel, Alina para Adão. Os dois acharam estranho. Adão temeu que fosse algo causado por George, por isso atendeu de imediato. Todas as vezes que alguém lhe ligava era inevitável não pensar que do outro lado da linha estaria George em contacto, dizendo que tinha uma pessoa que ele amava em sua posse. Suspirou de alivio quando ouviu que a voz era mesmo a da mãe.
- A Maria nasceu! – Deu Alina a boa nova deixando Adão e Miguel com um sorriso nos lábios, a Doença Negra poderia estar prestes a ser solucionada.
Vale do Fim | Capítulo 32 (Parte 1) Reviewed by Fantastic on 19:00:00 Rating: 5

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