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Vale do Fim | Capítulo 30 (Parte 1)

 
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Capítulo 30 - Invasão! (Parte 1)

Will tinha tudo o que queria na sua vida. Tinha uma bela mulher, um filho pequeno que queria ver crescer e ter um futuro promissor. Antes de sair deu um beijo à sua esposa e pegou o seu filho ao colo como sempre fazia.
    Vivia em Capitol Hill, um bairro bem próximo do seu local de trabalho. Will trabalhava como segurança na Casa Branca há quase cinco anos, na altura em que o novo Presidente dos Estados Unidos da América subiu ao poder. Era um homem que fazia tudo pela pátria, era tão patriota como os seus antepassados que lutaram pelos seus direitos contra os colonizadores.  
    Ia sempre a pé para o trabalho, gostava do ar livre e a sua casa não ficava nada longe da Casa Branca. Ele gostava do sítio onde vivia. Existiam mercados, e muitas pessoas aproveitavam a brisa fresca da manhã para passearem pelos jardins e pelos parques que também por ali haviam. Ele sorria sempre que sorriam para ele, era rotina e algumas das pessoas já o conheciam.
    Quase a chegar ao seu local de trabalho, algo parou no céu, conseguindo tapar uma parte do sol, deixando o dia um pouco mais escuro. Will não queria acreditar que estava a ver um objeto voador não identificado. Nunca tinha visto, a não ser em filmes de ficção científica e perguntava-se se eles realmente poderiam ser reais. Aquele objeto no céu comprovava que eram. Infelizmente nem tempo tivera para o fotografar, ele desaparecera assim como aparecera no céu, instantaneamente.
    Entrou a porta da Casa Branca ainda com a imagem daquele objeto na cabeça. Nunca tinha visto nada igual. Contara aos seus colegas que estavam a fardar-se ao mesmo tempo que ele. Eles rapidamente lhe disseram que aquilo era alguma ilusão ótica, que deveria ser algo imaginado pela sua cabeça. Um deles disse que ouviu um homem a falar sobre o mesmo, mas que não tinha dado grande importância. Ele sabia o que vira, ele sabia que aquilo não tinha sido apenas uma nuvem que tinha escondido o sol por momentos, aquilo era algo diferente, algo que envolvia um grande avanço tecnológico.
    Continuou a vestir-se a pensar naquilo que tinha ouvido quando o seu rádio de segurança começou a fazer-se ouvir. Não só o dele como o de todos os seguranças que ali se encontravam.
    - Emergência! Emergência! Fomos invadidos, precisamos de reforços à entrada! – Gritava um dos muitos seguranças ao serviço.
    Will não perdeu nem um segundo sequer e foi para a entrada mesmo ainda não estando completamente preparado. Petrificou quando os viu a correr na sua direção. Era a segunda coisa impossível que estava a ver naquele dia. Um bando de jovens, todos exatamente iguais, vestidos de forma exatamente igual estavam a invadir a Casa Branca.
    Tentou agarrar um daqueles indivíduos, mas ele era forte, muito forte para a idade que aparentava ter. Aquele rapaz que parecia a Will não ter mais de dezasseis anos acabou por derrubá-lo como se ele de uma criança se tratasse. Esse ato fê-lo sentir-se impotente, fraco. Como não era capaz de defender aqueles que era o seu dever defender.  Ergueu a cabeça e viu mais jovens iguais a correr em todas as direções da Casa Branca. Ao seu lado os seus colegas caiam como se se tratassem de soldadinhos de borracha, ninguém os conseguia parar, eles não pareciam humanos. Nesse momento Will só pensava na nave, só podia ter sido ela a trazê-los para ali. A sua única questão naquele momento era qual a razão daquela invasão.
    Will pegou no seu rádio e gritou:
    - Toda a equipa de segurança para a sala onde se encontra o presidente! Ele é o centro do poder representado neste edifício. Repito, toda a equipa de segurança se dirija para a sala onde se encontra o presidente!
    Levantou-se e correu para a sala do Presidente. Percebeu que embora muitos se dispersassem por varias salas, um grupo de pouco mais de uma dezena fazia o mesmo trajeto que ele, iriam ser necessários muitos seguranças naquela sala. O Presidente era o símbolo da nação, nem nos seus piores pesadelos a equipa de segurança poderia deixar que fizessem mal ao homem que comandava o país, as consequências que isso poderia trazer para o território.
    Correu o mais que conseguia, juntamente com mais uma dezena de colegas seus rumo à sala onde se encontrava a figura que representava o seu país. Quando chegaram, já uma dúzia dos rapazes o cercavam.
    - O que querem? Deixem o Presidente em paz! – Gritou Will em conjunto com outros seguranças.
    Nenhum dos rapazes iguais falou, apenas um se deslocou até à equipa de segurança e parou junto a Will. Quando ele olhou nos olhos dele percebeu que o seu olhar era vazio, se houvessem pessoas sem alma provavelmente teriam o olhar que aquele rapaz tinha.
    - Nenhum de nós tem autorização a falar a menos que seja controlado para tal! – Disse o rapaz de uma forma quase robótica, sem nunca mostrar qualquer expressão facial, parecendo o seu corpo ser tão vazio como o olhar que Will contemplara.
    Olhou novamente para os outros rapazes, eles estavam a mexer no computador do presidente, mas não pareciam querer fazer-lhe mal. Pareciam antes querer mostrar-lhe algo.
    - O momento está a chegar! – Disse o rapaz que estava à frente de Will, parecia o porta-voz. Nenhum dos outros pronunciava qualquer palavra, apenas cercavam o presidente e escreviam algo no computador.
    Will estava intrigado, o que estaria a chegar? Seria esta invasão à Casa Branca apenas uma manobra de distração para algo maior que preparavam noutro ponto do país? As atenções das equipas de segurança estavam todas centradas ali, se fosse esse o objetivo daqueles rapazes sem alma? Se o objetivo deles fosse destruir algo que não fosse a Casa Branca ou afetar o presidente?
    - O momento chegou! – Disse o rapaz quando os outros deixaram de usar o teclado do computador pessoal do presidente que prosseguia em silêncio, com medo daqueles rapazes.
    Will chegou perto do computador. Olhou para o monitor e viu que se tratava da transmissão de uma camara instalada na sala das conferencias da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque. No centro da sala estava um homem mais velho que ele não conhecia.
    - George! – Proferiu o presidente. Pela primeira vez desde que Will tinha chegado ali que o ouvira falar. Alguns dos seus colegas perguntaram se ele conhecia o homem que estava ali no centro e ele prosseguiu. – Conheço-o, do tempo em que era membro do GDC, uma organização liderada por ele, que deixei há uns bons anos! Sei do que ele é capaz. Não temo apenas pelos Estados Unidos da América. Temo por todos os Estados do Mundo! – Concluiu o presidente aterrado.
    Naquele momento Will sentiu um aperto no coração. Tinha medo do que poderia estar por vir.
Vale do Fim | Capítulo 30 (Parte 1) Reviewed by Fantastic on 19:00:00 Rating: 5

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