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Vale do Fim | Capítulo 29 (Parte 3)

 
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Capítulo 29 - Um Amor Indescritível (Parte 3)

Miguel e Artur treinavam em todo o tempo livre que tinham. Muitas vezes levantavam-se de madrugada e corriam toda a Aldeia de Vale do Fim para aumentar a resistência física e a velocidade. Não podiam ser vistos, a população não tinha conhecimentos das suas virtudes, mas eles não se importavam de se levantar cedo para o fazer. Tudo o que lhes importava naquele momento era aquilo que Joel tinha dito ao homem que o albergava em casa. Tinham-se passado cinco meses desde que o antigo amigo de Artur lhe dissera que algo estava iminente e que poderiam precisar da ajuda deles para aquilo que poderia estar para vir. Quando Miguel perguntou o que poderia ser, Artur disse que Joel não lhe tinha dito, provavelmente nem ele sabia. Sabia que o pai de Luna estava também envolvido, o que o deixou surpreso. Quando soube disso pensou na sua vida, pensou que parecia estar tudo completamente manipulado, que ele era um fantoche e que até a sua paixão podia estar delineada a acontecer. 
    Mesmo sem saber o que poderia estar para chegar Miguel e Artur não se detinham nos treinos. Para além de correr também treinavam técnicas de combate. Miguel conhecera os clones de Adão, conhecera bem o sentimento de impotência que sentira por não conseguir fazer nada contra eles e sabia que o que estaria por vir tinha de certeza algo a ver com aqueles seres controlados por George, aquela nova espécie de zombie criada por um dos piores homens que conhecia. Miguel entendeu quando viu todos aqueles artifícios, que George não tinha qualquer tipo de pudores, qualquer tipo de sentimentos pela vida humana, tudo o que ele queria era ser o mais poderoso, o ser mais importante da face terrestre, nem que para isso fizesse sofrer todo o mundo. Existiam momentos em que Miguel perguntava se as tecnologias inventadas por ele já estavam suficientemente avançadas para ele ter tirado o seu coração, ele parecia não ter nenhum no seu peito.
    - Tens a certeza que não te magoo? – Dizia Artur quando via um dos seus murros abrir uma ferida no rosto dele.
    Miguel deu-lhe outro murro na face como resposta, deixando-lhe o lábio a sangrar.
    - Claro que tenho! Todas as nossas dores são passageiras, pelo menos as físicas, as dores mais persistentes são aquelas que nem nós mesmo conseguimos curar. – Enquanto falava a ferida que Artur lhe tinha feito tinha acabado por sarar. – Vez! Por isso não sejas brando comigo, se um dia aqueles clones vierem até Vale do Fim eu de certeza que não quero ser brando, quero dar-lhes uma tareia que faça com que eles fiquem estendidos no chão.
    Artur olhou para ele com um sorriso forçado, que poucos momentos depois se transformou numa expressão triste.
    - Eu sei que é difícil, eles são muitos e nós poucos, mas não podemos desmotivar Artur. Estive a pensar, e se um dia o Adão conseguir escolher um lado para lutar de certeza que será o nosso, já não seremos mais dois, seremos três! – Aquelas palavras foram mais para alegrar Artur um pouco, Miguel sabia bem a situação em que Adão se encontrava, ele nunca iria conseguir sair da prisão onde se encontrava, muito menos agora sem a ajuda de Santiago. – Miguel voltou a calar-se e a sua expressão mudou, tinha ficado triste naquele momento. – Achas que ele os matou de propósito? Achas que ele os queria mortos para não nos ajudarem no que ele tem em mente? A Eva, a Olívia, o Edgar… eles seriam muito úteis! Achas que ele pode ter usado a suposta doença como uma falsa justificação para o seu real receio? – Artur olhava-o perplexo, talvez nunca tivesse pensado nas coisas por aquele prisma, embora tudo fizesse sentido. – Há apenas algo que não faz sentido na minha teoria… porque não nos matou a nós? Supostamente nós éramos os mais perigosos para ele no seu plano. Provavelmente ele só pensou na doença, como é que se poderia lembrar que nós, dois apenas, poderíamos fazer frente a milhares!
    Quando mais um dos seus treinos terminou cada um seguiu o seu caminho como sempre faziam. Artur levou Miguel até à escola por já ser praticamente hora de entrada e dirigiu-se para a esquadra.
    Luna estava à espera junto ao portão, como sempre fazia. O seu amor por ela tinha-se tornado ainda mais indescritível do que era há cinco meses atrás. A sua família podia ter-se mudado para Vale do Fim para vigia-los, mas era por uma boa causa, era sobretudo para manter o bem-estar de Alina. Eles eram diferentes de George e August, e com aquele acto altruísta, Santiago demonstrara que não era de todo capaz da crueldade do seu pai. Ele mostrou ser leal para com a sua família, salvando a sua prima no momento que mais precisava.
    Quando as aulas terminaram foram os dois para casa de Luna como sempre faziam. Aproveitavam para estudar, ver filmes e principalmente namorar. Enquanto Luna preparava um lanche, Miguel aproveitou para se deitar na cama dela. Pegou no comando da televisão e começou à procura de um programa que ambos gostassem. Estava a passar um filme que ambos gostavam, o ridículo filme de terror que viram com os seus amigos na primeira noite em que ele e ela se conheceram. O filme em que numa cena um pouco mais amedrontadora ela saltou e inconscientemente se agarrou nos braços dele. Foi nesse momento que se deu a faísca, foi nesse momento que o seu coração disparou como nunca tinha disparado, foi aí que descobriu novos sentimentos, que descobriu que ela era alguém especial para ele.
    Luna chegou ao quarto com uma bandeja com torradas e chocolate quente. Esboçou um sorriso quando viu o filme que estava a passar na televisão. Provavelmente ela tinha experienciado os mesmos sentimentos que ele naquela noite. Colocou a bandeja nas pernas de Miguel e deitou-se enroscada a ele, enquanto os dois saboreavam a saborosa tosta que ela tinha preparado com todo o carinho. Miguel estava feliz e nada podia estragar toda aquela felicidade.
    Até que o seu telemóvel tocou. Era Artur. Pedira-lhe para ligar a televisão num canal informativo. Miguel fez o que ele mandara e foi aí que soube aquilo que estava a acontecer.
    - “Minutos depois de serem avistados três objectos voadores não identificados em Londres, Washington, Nova Iorque e Bruxelas, os principais símbolos de cada estado foram invadidos por indivíduos completamente iguais. Clones, é o que dizem os peritos. Ainda não se sabe ao certo o que querem, mas é dado adquirido que têm sob o seu comando as principais Figuras de Estado desses países! Estaremos a todo o momento a actualizar mais sobre todo este surpreendente caso!”, disse o pivô televisivo.
    Luna foi de imediato buscar o seu portátil, queria seguir ao minuto tudo aquilo que estava a acontecer via internet, sabia que a rede podia dar-lhe ainda mais informações sobre tudo o que estava a acontecer. Miguel, esse ficou receoso, provavelmente aquilo que Joel tinha dito a Artur estava a acontecer, e não parecia nada, mas mesmo nada bom para a população mundial. Isso deixava-o completamente aterrado!





Vale do Fim | Capítulo 29 (Parte 3) Reviewed by Fantastic on 19:00:00 Rating: 5

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