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Diogo Costa Amarante vence Urso de Ouro no Festival de Berlim


Pelo segundo ano consecutivo, o Urso de Ouro da secção de curtas-metragens do Festival de Cinema de Berlim foi atribuído a um realizador português. Depois de Leonor Teles vencer a secção de curtas-metragens da Berlinale em 2016, Diogo Costa Amarante conquistou o troféu em 2017.

Cidade Pequena é um filme que conta a história de Frederico, um menino de seis anos, que descobre na escola que as pessoas morrem quando os corações param de bater e não consegue dormir nessa noite. No dia seguinte, a sua mãe pergunta na escola novamente: "Será que se deve contar sempre a verdade às crianças?". É este o ponto de partida da curta-metragem.

Diogo Costa Amarante explicou, em conferência de imprensa, que este filme não contou com apoio do ICA, sendo uma produção de autor. Ainda assim, Diogo Costa Amarante considera que "o lado artesanal" do seu filme poderá ter tido peso no momento da escolha. 


"Penso que é isso que o júri de Berlim tem feito ao premiar o cinema português. Não vejo uma linha condutora entre os vários filmes como o meu, da Leonor Teles, ou do João Salaviza... São filmes com idiossincrasias muito próprias, muito diferentes entre si, mas que têm algo de pessoal. É como se eles quisessem valorizar a manufactura", referiu o realizador.

Para além de vencer um Urso de Ouro na secção de curtas-metragens, Portugal foi ainda distinguido pelo filme Os humores artificiais, de Gabriel Abrantes. A obra do realizador português conquistou a nomeação do júri internacional do festival para o prémio de melhor curta-metragem europeia de 2017 nos European Film Awards.

A 67.ª edição da Berlinale entregou o Urso de Ouro ao filme húngaro On Body and Soul de Ildiko Enyedi. O Grande Prémio do Júri foi atribuído a Félicité, do franco-senegalês Alain Gomis e Aki Kaurismäki foi o melhor realizador por The Other Side of Hope.

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