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Segunda Opinião | 5 Para a Meia-Noite


Depois de várias alterações, como a mudança de apresentadores, conteúdos, cenários e até de canal, o 5 Para a Meia-Noite voltou à RTP1, no passado dia 20 de outubro, com uma nova temporada que promete trazer de volta o verdadeiro conceito do formato e estabiliza-lo. 

O programa estreou originalmente em 2009 na RTP2 e já conta com 12 temporadas. Na altura, era apresentado por Filomena Cautela, Fernando Alvim, Pedro Fernandes, Nilton e Luís Filipe Borges. Depois do sucesso obtido na RTP2, o formato passou para RTP1. Aos nomes iniciais, juntaram-se Carla Vasconcelos, Luisa Barbosa, José Pedro Vasconcelos, Nuno Markl, Rui Unas e Marta Crawford, que em momentos diferentes fizeram parte da história deste talk-show, ao darem a cara por ele. Destacar também António Raminhos, Hélio Arcanjo e Bruno Ferreira, que compunham a equipa de sketches.

Filomena Cautela passa agora a ser a única apresentadora do "5" e este é emitido apenas às quintas-feiras. A escolha da apresentadora não agrada a todos, mas parece ser uma das apostas mais acertada, uma vez que traz consigo o verdadeiro espírito do 5 para a meia-noite. Dinâmica, atenta à cultura, bem disposta, assertiva, divertida e irreverente. Esta é Filomena Cautela, a atriz e apresentadora que entra, agora, em nossa casa pelas 22h45.

A ideia de aproximar o programa do formato original é excelente, pois as mudanças constantes não beneficiaram o talk-show e conduziram à sua renegação por parte do público. Na última temporada, o formato estava totalmente descaracterizado, com um cenário mais próximo um de programa da tarde.

O facto de agora o programa ter apenas um apresentador, acaba por tirar-lhe um pouco do conceito habitual - cinco rostos a conduzirem a emissão perto da meia-noite. Apesar disto, o regresso é de saudar, pois a RTP conseguiu trazer de volta as tertúlias humorísticas às suas noites, ainda que acabe por "saber a pouco".

Se, na teoria, as várias rubricas trazem diversidade e dinamismo ao programa, por outro lado acabam por ser demasiadas para uma hora semanal. Duas rubricas seria o ideal por emissão. As mesmas poderiam ser repartidas pelas outras emissões, para não cair no exagero, uma vez que o convidado central merecia um pouco mais de espaço.
  
5 Para a Meia-noite voltou a ser o que era, mas em versão "mini". O novo cenário é, possivelmente, o melhor de todas as temporadas, com pormenores deliciosos, como é o caso do elevador por onde entram os convidados. Ainda assim, há algumas coisas para melhorar, tal como a própria apresentadora referiu no Facebook do programa.

Esperemos que, com o passar do tempo, o formato ganhe mais espetadores e assuma de vez o seu espaço alternativo na televisão portuguesa, que atualmente é dominada por telenovelas. Até lá, resta-nos assistir às noites de quinta-feira, conduzidas por Filomena Cautela e a sua equipa, com a certeza de que agora o palco é mesmo dela.

Segunda Opinião -  68ª Edição
Por Marco Filipe
Uma rubrica em parceria com o Diário da TV