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Cinema em Doses Curtas # 12 | Homenzinho


Na décima segunda edição do Cinema em Doses Curtas, o Fantastic apresenta o filme Homenzinho, de Tiago Guedes, Jorge Coelho e Rita Barbosa. 

A curta-metragem resulta de uma co-produção entre o Festival Curtas Vila do Conde e a produtora Take It Easy, tendo sido lançado em 2007.
 
Veja a curta-metragem na íntegra:

 

Cinema em Doses Curtas # 12 | Homenzinho

O filme foi patrocinado pelo Metro do Porto e toda a ação se passa naquele espaço. A história desenrola-se durante uma viagem de metro, entre a estação da Casa da Música e o Bolhão, durante a qual um rapaz tem uma estranha conversa com um homem.

As duas personagens, interpretadas por António Durães e Rodrigo Santos, falam sobre um filme em processo de desenvolvimento, um filme que pretende ser um retrato. A conversa acaba por fazer com que o homem se irrite. “Que queres que te diga? Que, se me disseres algo verdadeiramente fundamental toda a gente deste mundo vai parar o que está a fazer, vai olhar para cima e bater palmas. Ajuda-te?”, refere a personagem.

"Tens mesmo que o fazer? O filme tem mesmo que existir? As coisas mais simples eu não as consigo explicar”, continua. Esta conversa entre o rapaz e o homem, acaba por funcionar como uma metáfora sobre a criação. O argumento, de Jorge Coelho, leva-nos a entrar numa reflexão sobre a real dimensão das nossas existências, relativizando a nossa perceção do que é, ou não, importante nas nossas vidas.

Com uma realização assente em planos fixos e formais, o filme começa por nos mostrar uma sequência composta por escadas rolantes em movimento, situando-nos no espaço da história e alertando-nos para a rotina, a massificação e a modernidade dos espaços. Depois, surgem as duas personagens que estiveram à conversa, já antes ouvida em off. Finalmente, uma série de planos sobre pessoas reais que frequentam o metro e que acabam por construir, à sua maneira, o próprio filme.

Em apenas seis minutos, esta curta-metragem traz-nos uma história que explora os limites entre documentário e ficção. Com dois atores a representarem num espaço real e contando com várias pessoas nos próprios planos, Homenzinho remete-nos, definitivamente, para um espaço de reflexão sobre o que é real ou o que é ficcionado. A temática e a estética do filme acabam por se cruzar, funcionando esta obra como o próprio resultado deste pensamento sobre a criação artística.

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