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Vale do Fim | Capítulo 12 (Parte 4) | Especial

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Capítulo 12 - Olá! (Parte 4) | Especial


Viktor já estava no seu terceiro sono quando o seu telemóvel tocou. Era do laboratório. Olhou para o relógio e viu que eram três da manhã. Alguma coisa acontecera, não lhe estariam a ligar se o assunto não fosse sério. Atendeu o telemóvel.
            - Tens de vir aqui!  
            Era um dos cientistas que trabalhavam no laboratório. Alguns dos seus colegas, tal como ele, às vezes perdiam noites a pesquisar sobre novos projectos. Talvez tivessem descoberto alguma coisa importante. Pelo menos era o que Viktor esperava, se não fosse isso ele era capaz de esganar alguém.
            Andou todo o dia cheio de remorsos. Não era o único. Ele bem via nos olhos de August. Ele adorava o rapaz que mandara matar. Eles sabiam que o tinham de fazer mas custava. E o que mais custava era perceber que Alina estava a sofrer e muito pelo que fizera. Fora cruel, mas foram as ordens superiores a ele e a August. Ela era a única que podia matar Artur, fora essa a ordem que receberam, não a iam contestar. Havia muita coisa em jogo e não havia tempo a perder.
            Vestiu-se o mais depressa que pôde e seguiu até ao barracão em Vale do Fim. À porta, o colega que o contactara, esperava-o.
            - Desculpa ter-te chamado aqui a esta hora, mas acho que quererias ser chamado para veres isto!
            - Se não for aquilo que eu penso eu vou mandar o August te mandar embora daqui! – Declarou Viktor com cara séria, soltando de seguida um sorriso e abraçando o amigo. – Sabes que não era capaz de fazer uma coisa dessas, por isso é que me fazes destas coisas.
            - Anda, não percamos mais tempo! – Disse o colega deixando-o em pulgas para saber o que ele tinha para lhe mostrar.
            Entraram no laboratório improvisado que tantas alegrias e desgostos lhe tinha dado. Sem ele não teria conhecido Eva, a sua companheira. Lembrar-se dela fazia lembrar-se do seu maior desgosto naquele sítio. A relação entre os dois era em tudo semelhante à de Alina e Artur. Viktor não se conseguia imaginar no lugar de Alina e ser ele a ter de disparar contra Eva. Era algo que não lhe passava pela cabeça. Era algo que queria nem ver na sua mente.
            Passaram novamente pela sala do conhecimento. Curioso como naquele dia tinha evitado ao máximo passar naquele local. O local em que tudo mudou a vida deles. Foram até ao fundo do laboratório e abriram a última porta do corredor.
            - Olá! – Disse uma voz masculina deitada na cama quando entraram no quarto. – Tinhas razão. Descobriste a razão!
            Viktor não queria acreditar. Estava certo! Artur não morria tão facilmente por causa da mutação genética causada pelo soro de veneno de cobra e crocodilo. Ele estava ali, bem de saúde.
            - Meu amigo! – Os olhos encheram-se de lágrimas. Sempre ouviu dizer que os homens não choram, mas quem lhe dizia isso talvez nunca tivesse sentido o que ele tinha sentido naquele momento. Artur era amigo dele e para comprovar a sua teoria teve de o matar. Se as coisas não corressem como ele previa a perda iria ser grande e os danos causados iriam ser muitos, principalmente para Alina. – Pensei que só acordasses amanhã! Isso se acordasses…
            - Eu confiei em ti meu amigo! Tu não lançarias tal proposta se não tivesses a certeza de que isso era verdade. Agora sabemos porque o Miguel voltou a viver, e tudo graças a ti!
            Viktor chegou ao pé dele. Olhou para a barriga dele. Estava cozida. Depois dos tiros que Alina lhe deu, a restante equipa de cientistas levou-o até aquela sala onde um médico o esperava para retirar as balas do corpo. Olhou para o peito dele e ainda via o protector de bala que lhe tinham colocado. Não podiam correr o risco dela acertar no seu coração. A regeneração genética causada pelo projecto MG era visivelmente eficiente mas não fazia milagres, se alcançasse os dois órgãos vitais que comandam o corpo, o coração e o cérebro, ele morreria de certeza.
            - A Alina? Eu quero ver a Alina! Pedi para ligarem para ti e para ela. Porque é que ela não veio?
            - A Alina não atendeu o telemóvel! – Informou o outro cientista.
            - Atenderá se for eu a fazer a chamada! – Declarou Artur.
            - Ainda estás fraco! Eu telefonarei do teu telemóvel para ela. – Disse Viktor, deslocando-se até à pequena mochila que continha os pertences de Artur.

Fim do capítulo 12

 Vale do Fim - Capítulo 12
Por Ricardo Reis


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