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Vale do Fim | Capítulo 7 (Parte 3)

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Para ler, todas as segundas, quintas e sábados

Capítulo 7 - A Doença de Alina (Parte 3)

Era hora de jantar. Artur aceitou o convite de Alina para um jantar na casa dela. Não sabia por que razão, mas encontrava-se nervoso. Não era o primeiro encontro entre os dois mas desta vez não iriam estar num bar ou no seu carro, iam estar fora da sua área de conforto, a casa da rapariga. Na noite anterior era para ter ido tomar uma bebida na casa dela mas não chegou a subir ao apartamento por causa da chamada telefónica de Edgar. O nervoso miudinho foi aumentando à medida que estacionava o carro. Questionava-se se a rapariga de nacionalidade romena gostaria do fato que demorou tanto tempo a escolher. Artur comparava-se a um adolescente apaixonado enquanto procurava o que ia vestir. Queria causar boa impressão à rapariga.
  
Tremeu quando tocou à campainha. A rapariga demorou trinta segundos até abrir a porta. Trazia um vestido verde-claro que apesar de ir até ao joelho era provocante e estava a excitá-lo. Os seus olhos azuis-claros e os seus longos cabelos claros faziam-no delirar. Elogiou-a e isso fez com que corasse um pouco. Alina sorriu ao perceber o que se estava a passar. O rapaz trazia consigo uma garrafa de vinho. Achava mal não trazer nada para o jantar. Pensou ainda passar pela florista e comprar um ramo de flores, mas receava a reacção da rapariga. Pouco era o que sabia sobre ela, poderia estar comprometida, ter um namorado. Bela como era não haveriam de faltar pretendentes para ocupar esse estatuto. Das vezes em que a viu reparou que não trazia aliança, isso era um bom presságio.
  
Alina levou o comer para a mesa enquanto Artur abria o vinha e deitava no copo de cada um. Quando a rapariga colocou o tabuleiro na mesa desligou as luzes. Artur não entendeu o que ela queria com aquela sua atitude, só percebeu quando a rapariga voltou a surgir na sala com duas velas acesas.
  
- As velas melhoram o clima não achas? – A declaração da romena deixou o polícia um pouco desajeitado, mas deixou-o com esperança que aquele jantar fosse o inicio de algo mais, Alina parecia estar a fim de uma relação. – Espero que não te incomodes. Se achas que estou a apressar as coisas eu posso apagá-las e ligar novamente a luz.
  
- Não, está óptimo assim. – Disse enquanto tirava para o seu prato um pouco de lasanha feita pela rapariga. – Além disso é a terceira vez que temos um encontro, se bem que os dois primeiros foram diferentes deste. Aqui não parecemos amigos pacatos que se juntam para falar apenas de como passaram o seu dia.
  
- Subimos o nível Artur! Eu já vi a forma como me olhas, é diferente da do meu patrão. Quer dizer não é que ele também não queira ir para a cama comigo, mas eu não o convido para jantar.
  
A tirada de Alina fez com que Artur deitasse o gole de tinto que tinha na boca. Não esperava de todo uma afirmação daquelas por parte da rapariga. Parecia tão tímida quando a viu a primeira vez naquele bar ali no centro do concelho e agora parecia uma gata assanhada. Estava a intimidá-lo.
  
- Estava a brincar contigo Artur. O meu patrão é um velho, não quer dizer que não me olhe às vezes com aquele olhar de quem ainda dava uma facadinha mas nem eu queria, porque quem eu quero é um polícia que conheci há três ou quatro dias e que por causa de uma dor de cabeça infernal tive de me vir embora sem saber o seu número de telefone. Por sorte, e porque o destino assim o quis, quase fui atropelada por ele e agora ele está aqui comigo, a jantar à luz das velas!
  
Para não ficar ainda mais atrapalhado, Artur deixou de a encarar nos olhos e passou a olhar ao seu redor. Achou curiosa a quantidade de objectos religiosos que se encontravam espalhados pela sala e pelo hall. Quando entrou

Fim do capítulo 7
 Vale do Fim - Capítulo 7 (Parte 3)
Por Ricardo Reis

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