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Saídos da Rádio | Insch

 
Seja bem-vindo a mais uma edição do Saídos da Rádio, a rubrica do Fantastic onde damos conhecer novos talentos da música portuguesa. Nesta quinta edição da segunda temporada, os Insch são os nossos convidados.

Os Insch surgem em 2014, pela mão de três amigos de longa data. O compromisso, descomprometido, é “matar essa imensa saudade de tocar”. Da sala de ensaios avistam-se as ondas da Ericeira que rebentam organicamente nas canções dos insch em ecos de Nirvana, Deftones, Nine Inch Nails, Bush ou Incubus.

ENTREVISTA
 
Manuel Gomes, Miguel Rodrigues e Tiago Duarte compõem o trio Insch. A banda surge em 2014, para "matar essa imensa saudade de tocar". Como surgiu esta vontade?
Surgiu da forma mais natural de todas, lenta e gradualmente. Despois de algumas bandas em comum, passámos um par de anos em que não nos juntámos uma única vez para tocar e essa saudade foi crescendo, ganhando espaço. Decidimos fazer um ensaio para ver se ainda havia faísca… e nunca mais parámos. 

Naturais de Ericeira, em que medida esta zona inspira a vossa musicalidade?
 Nós nascemos e crescemos em Torres Vedras, onde nos conhecemos enquanto colegas de escola, mas foi realmente na Ericeira que encontrámos a base ideal para criar a nossa música. Confessamos que já fomos mais surfistas que hoje mas criar música com vista de mar é dos cenários mais inspiradores que se pode ter, sejas surfista ou não.

"Safe Haven" é o vosso álbum de estreia. Como foi o vosso percurso até chegar a este trabalho?
Foi um percurso muito inocente e descomprometido. Sempre nos preocupámos, antes de mais, em fazer música para nós e sobre nós, sem grandes planos nem aspirações. A onda foi crescendo, surgiram os primeiros concertos, depois os primeiros seguidores, mais uns concertos e, quando demos por nós, o passo lógico pareceu-nos ser a gravação destas músicas que aqui tínhamos.

As plataformas digitais foram o meio escolhido para a edição do mesmo. Porquê esta opção?
Atualmente é inegável que o mundo digital tem um poder que não vai regredir. Dois de nós até fazem coleção de vinis mas não andamos aqui com um gira-discos no bolso! [risos] A imediatez e comodidade do digital fazem dele um canal prioritário, mas também temos álbuns à venda nas lojas físicas, somos uns saudosistas!

"Bring Me Back" e "Whenever You Call My Name" são os singles de lançamento, a partir de um álbum de 10 canções. O que é que vos fez escolher estes temas?
Não é muito fácil escolher singles porque todas as músicas são muito pessoais e nem sempre temos a objetividade para as analisar friamente. Portanto decidimos alinhar a escolha à recetividade do público, no caso da Bring Me Back, reparámos que era a música que as pessoas mais pediam e à qual mais reagiam em concerto, e foi quase natural a escolha. No caso da WYCMN, a história é ainda mais curiosa: quando estávamos a escolher o novo single, a rádio Super FM, que nos apoiou desde muito cedo, disse-nos que já há algumas semanas que andava a rodar a WYCMN, por iniciativa própria, e que a recetividade do público estava a ser incrível. Escolha feita. 


A gravação do álbum fico a cargo de António Côrte-Real dos UHF e do Wilson Silva dos More Than a Thousand. Qual a importância de contar com  nomes destas reconhecidas bandas na criação do vosso projeto?
A oportunidade de trabalhar com o António e com o Wilson teve um impacto grande a dois níveis. Em primeiro, porque fizemos com eles um processo consciente e paciente de pré-produção ao longo de quase seis meses, em que, com uma visão de fora, menos enviesada e mais experiente, nos ajudaram a evoluir as nossas músicas e fazê-las chegar onde tinham de chegar. Por outro lado, e enquanto amigos que nos fomos tornand, aprendemos muitos sobre música, a indústria musical e a gravação de um álbum. E ainda hoje nos encontramos regularmente. 

Nirvana, Deftones ou Nine Inch Nails são apenas algumas das vossas influências. Que outro tipo de trabalhos interferem diretamente com o vosso?
Na realidade tentamos que o nosso som não se enquadre especificamente no encalço de nenhuma banda mas é normal e até elogioso que se percebam as nossas origens e influências, claro. Entre os três o que acontece é cada um puxa para um lado, é um acaso se estivermos os três a curtir a mesma onda. Se tivéssemos de generalizar, o Manel seria alternativo, o Miguel seria pop, o Tiago seria grunge.

Venceram o prémio "Banda do Ano 2015" nos BalconyTV Lisboa. Contavam com este reconhecimento tão repentino?
Nunca na vida. Até porque no dia em que fomos à Balcony decidimos, no último momento, não tocar o single. O feeling deu-nos para tocar a Home, que também está no álbum, e foi uma total surpresa sequer estar nos nomeados. Verdade. 

A 12 de maio apresentaram o álbum, ao vivo, no Estúdio Time Out, em Lisboa. Como correu este concerto e como tem sido a receção do público?
O concerto foi incrível, o melhor de todos até agora. Depois do álbum gravado passámos muito tempo a trabalhar em como trazê-lo verdadeiramente para palco, como tornar um conjunto de músicas num “espetáculo”, com toda uma dinâmica audiovisual que quisemos criar. A reação do público foi acima das nossas expectativas mais remotas, temos sentido muito o carinho, tanto que o álbum estreou direto no top10 digital nacional, na primeira semana. 

A New in Town considerou-vos ainda um dos "8 artistas musicais desconhecidos que tem mesmo de conhecer". Porque é que acham que as pessoas devem ouvir-vos?
Porque está na hora do rock voltar e da fé na humanidade ser restaurada. [risos] 


Saídos da Rádio - T2 | Edição 5
Junho de 2016

Convidado: Insch
Entrevista: André Pereira

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